segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Adoro Martha Medeiros

Essa é uma crônica muito interessante de Martha Medeiros........


UMA VERDADE INCONVENIENTE

Como o coletivo vai funcionar se não fazemos nossa parte dentro da
nossa rotina? Pequenas mudanças de hábitos podem ajudar a reverter
o quadro do aquecimento global

Outro dia uma amiga comentava comigo sobre a importância de as pessoas melhorarem a si próprias para, só então, melhorarem o mundo. “Se a gente não resolve primeiro o que há de errado conosco, o coletivo não vai pra frente.” Brinquei com ela que iria usar esta frase numa crônica, era só surgir a oportunidade.
Surgiu. Assisti ao documentário Uma Verdade Inconveniente, que mostra a palestra que o expresidente americano Al Gore tem feito em diversas cidades dos Estados Unidos e em outros países para alertar sobre os efeitos do aquecimento global. Coincidentemente, assisti ao documentário no mesmo dia em que foi divulgado um relatório dizendo que o planeta sofreu, de dezembro de 2006 a fevereiro de 2007, as mais altas temperaturas já registradas na história. Os franceses, por exemplo, tiveram um inverno atípico, com pouco frio. Pode parecer uma boa notícia para quem não gosta de andar coberto até os olhos por vários blusões e casacos, mas uma jornalista moradora de Paris me disse taxativamente: não há nada a comemorar.
O aquecimento global, gerado pelo efeito estufa, é uma realidade, não uma paranóia. Estudos comprovam que as geleiras estão mesmo derretendo com uma rapidez inimaginável e que o mar deve, sim, subir de nível alguns centímetros, chegando a metros, e que a médio prazo isso pode gerar catástrofes similares às que já vêm ocorrendo, como inundações, ciclones e furacões cada vez mais destruidores e ocorrendo em lugares onde nem se imagina, como o sul do Brasil. Quem não lembra do Catarina, que assolou Torres em março de 2005? Eu estava lá e posso garantir que não foi divertido.
Todos sabem que a concentração de gases poluentes na atmosfera, como o dióxido de carbono e o metano, pode complicar a vida de nossos netos no futuro. Mas como não é pra já, nem pra amanhã, instala-se o “jogo do empurra", e ninguém muda de atitude. Ficamos aguardando uma providência internacional, quiçá divina, para resolver tudo num passe de mágica. É aí que entra a frase daquela minha amiga: como é que o coletivo vai funcionar se não fazemos nossa parte dentro do nosso pequeno universo, da nossa estreita rotina? Economizar energia, andar mais a pé e de bicicleta, reciclar o lixo, poupar água da torneira, plantar árvores e votar em políticos comprometidos com o meio ambiente são algumas das medidas que podemos adotar sem muito sacrifício. Aliás, sem nenhum sacrifício. Basta uma tomada de consciência e alteração de hábitos. Se você, como a maioria, está cansado deste blablablá, então tome uma única atitude: assista ao documentário Uma Verdade Inconveniente, do começo ao fim, ainda hoje se possível. E depois recomende para seus amigos, como estou fazendo agora. Acredite, parece pouco, mas já é um passo e tanto para formatar uma nova mentalidade.

2 comentários:

  1. Raquel,

    gostei do texto e já estou seguindo o seu blog.

    abrs

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  2. Olá colegas...
    Concordo com vocês, a leitura é um hábito muito importante e que deve ser incentivado em sala de aula, pois a leitura faz com que as pessoas sejam mais críticas e consigam compreender melhor o que acontece no cotidiano de todos nós.
    Abraços.
    Patricia M. Telles

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